5 de setembro de 2008

Glossomoment Papricantis - Birmânia Querida III


- Por muito tempo não ouço palavras acalentadoras, frescas e imberbes aos meus ouvidos cansados dos dias e das noites também. A urna de minha consciência está tranqüila, mas não menos, astuta e provocante, a tratar de temas densos, airados, saboreados em clara de mel e manteiga pequenina da terra e do mar. Parcílio está ok, mas morto no Parque da Paz, Frício mandou cheirão e Lucivaldo teve quatro pares de gêmeos bivitelinos. Quando soube da notícia, calei-me, fiz risinho, pulei levemente e falei em alto e bom tom: Como devem ser bem vindos tais pimpolhos!... Vá em frente no curso de latim e qualquer coisa, procure este aqui que vos escreve e vos vertes para vossas vidas... A Val, pergunta por Fafal...

- É bem verdade que essa sua análise tranqüila, assim como o pensamento conservador de Bonald e as idéias funcionalistas de Bob Mertom, relativamente distanciada, ponderada, de alguém que toma como regra básica de vida a realidade, assim, como ela é, e não como gostaríamos que fosse. Lucivaldo havia me dito que seu bivitelismo seria fator chave para a cura do polivitelismo de Haus, tão citada nas palestras de Leonard B. Zigreiland. Diga a Val que Fafal não está mais mal e já figura como tal. Chegou hoje do Nepal e já está com um pé na estatal local (uma tal de Halal). O mundo da voltas mesmo, hein?

- Olha só, olha só, Lucivaldo manda e-mail para mim e afirma que o bivitelinismo possui cura, porém sui generis e pouco difundida. Na epístola eletrônica trás a velha receita de bolo da vó Diná e fala, efusivamente, sem matreiras piscadelas de titubeios, que os pimpolhinhos menininhos são bonitinhos e ternura é o que não falta em sua Choupana no Assai. Traz recordações de Américo, Lucineide e Dércio, o "pirlipimpim", lembras? Ha ha haha, que lindos os andrajos tronchos e mucambas exóticas lá da ilha Palmares, perto do dorso do Serafim, lembras? Hahahaha, a ternura pesa, mas é leve a alma em pouca rudeza, já dizia Philip V da Baviera. Estou reescrevendo atônito a Lucivaldo e no campo do e-mail transcrevo em palavras o que a própria boca desesperada não pode exalar. Não consigo mesmo transmitir como minha alma está temerariamente plúmbea diante dos fatos, dos pimpolhos e da ternura em sua choupana. Fica aqui meu lamento, meu quinhão de sentimento, meu estacionamento e por que não todo meu pensamento que de positividade é o que não falta meu camarada ...

- Ah, quão bacanas essas lembranças... Ai, ai... Uh! É... (desculpe-me estou desumedecendo as maçãs da face e meu laptop). Falando em maçã, acabo de comer uma da granja do Polaco. Ele comprou de Seu Dogivaldino que foi acompanhar o filho em um torneio de badminton na Varsóvia. Cleidoca foi quem me disse que ele recebeu um convite para estudar sociologia em Barcelona (ou Madri, agora não lembro), mas deu atenção mesmo foi para a universidade mexicana “Nuestro Tiempo”, onde escreveu um trabalho fantástico (Sociologia, Subdesarollo y Quiestones non Praticabeis a la Cadencia Sociales y Possibles). Ela, sagaz e marota, está com uma peça de teatro na França, Uma adaptação de sua tese de pós-doc intitulada “Le supérieuriorite politique et demande au brésil opportunité – Rencontre d’une nouvel”. Assisti ontem, antes do jogo de pôquer que o Azevedo estava participando (mais uma vez a bebida fez a diferença). A peça é até bem dirigida, mas os atores...

Co-autoria honrosa: Francis

Um comentário:

Ernani disse...

Kakakakka! Surpreendente!

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