22 de maio de 2008

Glossomoment Papricantis - Mortos de fome III


- Vi um filme ruim nesse fim de semana... E o pior é que na capa do DVD tinha escrito que era premiado e tal. Não dá para ver um filme cegamente com essa premiação a partir de então. Tem até um comentário absurdo e tendencioso de um jornalista, dizendo ser o melhor filme de todos os tempos, essas coisas. Enfim, saldo negativo, em minha opinião.

- Sugiro que veja um épico, "The Pigmeus". Não ganhou nada, até porque não concorreu, mas confesso que gostei. Um filme inteligente. Sensível, selvagem, mas inteligente...

- Vi o trailer da continuação daquele do M. J. Fallington. Esse sim gira em torno daquela tragédia, sem falar dos depoimentos inteligentes e que fazem parte do contexto rico do filme. Vale a pena ver.

- Qual o nome desse filme?

- Pega na internet cara, foi mal, não me lembro o nome. É fantástico, filosófico, prosopopélico...

- Tipo chucrute com amêndoas azedas?

- Isso. Tipo bananas carameladas com lembranças cuidadosas de folhas de hortelã ao derredoré. Outra pedida suculenta.

- Legal! Elas vêm inseridas em biscoitos sortidos, animados e chineses, mas da sorte, não é mesmo? Pequeninos favos de melaço de cana compõem a incrível e alfandegária embalagem.

- Não tão somente, mas inclusos guarniçõezotes leves de mel güento e apequenadas pitadelas do puro torrão açucarado de São Bernardo do Campo e região.

- Não! Sério? Não... Não... Não... Não! Onde é produzido, ensacado e ovacionado o melhor grão de bico de papagaio vintém e ervilhas leguminosas da paróquia? Tens noção que é deles a invenção de misturar páprica picante, anchovas fritas ao molho curry e rodelas de extrato de tomate seco, porém de regiões áridas, chuvosas e afins? Uau!

- Tu sabes, tenho certeza, que a mistura de anchovas gandene ao molho espinafrado, com jogadas incisivas da páprica picante sem o curry, produz óleo similar ao moscado no torrão, trazendo uma série de choques anafiláticos alérgicos e contundentes no peristaltismo duodenal, não gástrico??? Antigos Incas em Zigurates clássicos à época ferviam o arroz montês a mais de cem graus em carvão vegetal laqueado, no intuito de produzir o lúpulo e evitar tal fenômeno.

- Estas de brincadeira! E eu aqui pensando que isso tudo era invenção daqueles turcos e seus plantios de alcachofra oleosa! Aliás, foram eles que introduziram a raspa de pepino de Capri em um dos pratos mais badalados da Europa setentrional antiga, lembra? O talharim de San Angelo começou a ser imitado por diversos cozinheiros imigrantes a partir disso, mesmo após sua proibição em 26, época em que a instantânea emancipação da província de Rouxinol das Araras virou notícia no mundo...

- Lembro bem! Principalmente quando os mesmos turcos já cansados das longas cavalgadas no século XII nas cruzadas insistiam que suas esposas cozinhassem por quatro noites e seis dias de lua minguante o pepino até untar um amarelado na superfície aderente da iguaria, prato que fora batizado de pepino piemontês em homenagem ao Rei turco Selvic, patriarca invejável da época poligâmica da região e detentor da honraria de Bertiol, lado sudoeste turco. A alcachofra jogada de forma rápida com o pepino produz odor que se instala em qualquer carne a ser refogada, contanto que a mantenha tenra, em seu estado natural, puro por assim dizer por que não? Cai muito bem com o avestruz sérvio.

- Incomensurável! A carne desse animal de origem sérvia jogada ao vinho báltico é algo de, no mínimo, espetacular! Sua suculência maltrata, de tão aguçada e pura. Quando mantida dentro da validade e embebida ao sugo feito da própria mistura sanguínea e vinagresca, a iguaria perdura por mais de quinze minutos fora da geladeira. Sua preparação é cuidadosa, porém entusiástica, desde que seja adicionado azeite moscado moderadamente, pois é calórico. E por falar nisso, por onde anda Gioconda? Ela prepara um sururu no dendê com tucupi ao molho madeira e vagem seca que se eu te contar o que acontece no dia seguinte...

Co-autoria honrosa: Francis

2 comentários:

Marcilio disse...

Eu também vi esse mesmo filme e discordo de você, pois a premiação foi merecida e o Festival ainda será reconhecido em outros recantos, como é na Zé Bastos e Terminal da Lagoa.

Anônimo disse...

A comunidade de Santa Maura também está de acordo. O filme é bom e vocês deviam falar mais dele e não mudar de assunto falando de maluquice

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