7 de junho de 2008

Criaturas Drosófilas


Alerta: Recomenda-se um bom dicionário Cearensês, pois a leitura dessa fabuleta nordestina será repleta de verbetes e terminologias nativas da região.

Cleidisson era um menino leso daqueles xôxo, bem pixototinho, praticamente um cotôco de gente. Mesmo filho de um pai galalau, era aquela coisa tronxa, malamanhada que dava até gastura de ver andando de patinete na única calçada de Piriabeba do Sul, interior do Ceará. Aos quatorze anos, se emburacou mais Tonisverclides, seu primo torto e cheio de arrodeio, num ônibus para a capital. A vida tava ficando peba e decidiram tentar alguma coisa por lá, nem que fosse ouvir o povo mangar deles. Passaram o primeiro mês lisos feito muriçoca, com as calças foló de tanta magreza. Conseguiram um emprego temporário que deu para enganar alguma coisa, mas os caboco eram tão nó cego que nem as remela tiravam. Era aquele aspecto borocoxô, com as catôta caindo, que logo foram mandados embora. Tempos depois, Tonisverclides se avexou e fugiu com uma moçoila chamada Ivete, meio aluada, cheia de mungango, mas era doida por ele. Já Cleidisson vive aprumado, fazendo presepada naqueles shows de humor de barraca de praia. É casado com Jamidildes, que espera seu sétimo filho.

6 comentários:

cunha disse...

Arriégua ma, que esse magote de rente num rai entender...

Irineu (BH) disse...

Devia também publicar o tal dicionário cearensês, pois não acho fácil por aqui!

Anônimo disse...

Não entendi bulhufas

Junin disse...

kkkkkkkkk, paidégua!

Dumont disse...

Do dicionário, não preciso, mas minha curiosidade se insurge por conhecer a filiação de Tonisverclides (copiei e colei pra garantir grafia)... e não me diga que foi homenagem a alguém, porque seria muita fuleragem e o desinfeliz pode até dar parte ou ter uma pilôra.

Anônimo disse...

Ele veio do inferno! Com um nome desses só pode ter parte com o tinhoso, o cramuião, o fede a enxofre

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